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	<title>Arquivo de imposto seletivo - BHub</title>
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	<title>Arquivo de imposto seletivo - BHub</title>
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		<title>Imposto Seletivo: quais setores precisam se preparar</title>
		<link>https://bhub.com/post/imposto-seletivo-quais-setores-precisam-se-preparar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Débora Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 10:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reforma Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[CBS e IBS]]></category>
		<category><![CDATA[imposto seletivo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento tributário]]></category>
		<category><![CDATA[precificação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode ser chamado de &#8220;imposto do pecado&#8221;, mas o Imposto Seletivo não é nenhuma brincadeira para as empresas que operam nos setores que ele vai afetar. Criado no âmbito da Reforma Tributária e previsto para entrar em vigor em 2027, o IS incide sobre a produção, importação e comercialização de produtos considerados prejudiciais à saúde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pode ser chamado de &#8220;imposto do pecado&#8221;, mas o Imposto Seletivo não é nenhuma brincadeira para as empresas que operam nos setores que ele vai afetar.</p>
<p>Criado no âmbito da Reforma Tributária e previsto para entrar em vigor em 2027, o IS incide sobre a produção, importação e comercialização de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. O objetivo declarado é extrafiscal. Ou seja, ele não existe para arrecadar mais, mas para desestimular o consumo de determinados itens.</p>
<p>Por isso, para as empresas que os produzem ou comercializam, o impacto na margem pode ser muito concreto. Além disso, o tempo para se preparar está acabando.</p>
<h2>O que é o Imposto Seletivo da Reforma Tributária?</h2>
<p>O Imposto Seletivo é um dos três novos tributos criados pela Reforma Tributária brasileira, ao lado do IBS e da CBS. Enquanto IBS e CBS substituem os impostos atuais sobre consumo, como ICMS, ISS, PIS e COFINS, o IS é um tributo adicional que incide apenas sobre categorias específicas de produtos.</p>
<p>Sua lógica é parecida com o que existe em outros países. Nos Estados Unidos existe o &#8220;sin tax&#8221; e na Europa há sobretaxas específicas sobre tabaco e bebidas alcoólicas. No Brasil, parte desse papel era cumprida pelo IPI, que será progressivamente eliminado.</p>
<p>A regulamentação final das alíquotas do IS ainda está em definição. No entanto, a lista de produtos já está estabelecida em lei.</p>
<p><span class="emoji x1rg5ohu x16dsc37 x19la9d6 x1fc57z9 x6ikm8r x10wlt62 x19co3pv x11tp94h xw4jnvo x1qx5ct2 xfibh0p xiy17q3 x1xsqp64 x1lkfr7t xexx8yu xyri2b x18d9i69 x1c1uobl"><span class="xrtxmta x1bhl96m">&#x1f517;<em>Você também pode se interessar: <a href="https://bhub.com/post/reforma-tributaria-impacto-diferente-empresas/" target="_blank" rel="noopener">Reforma Tributária: o impacto será diferente para cada negócio</a></em></span></span></p>
<h2>Quais produtos o Imposto Seletivo tributa?</h2>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-7918 size-full" src="https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses.jpg" alt="" width="4240" height="2832" srcset="https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses.jpg 4240w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses-300x200.jpg 300w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses-1024x684.jpg 1024w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses-768x513.jpg 768w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses-1536x1026.jpg 1536w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/close-up-coins-saved-energy-crisis-expenses-2048x1368.jpg 2048w" sizes="(max-width: 4240px) 100vw, 4240px" /></p>
<p>A Lei Complementar 214/2025 definiu as categorias sujeitas ao IS. São elas:</p>
<p><strong>Produtos fumígenos:</strong> cigarros, charutos, cigarrilhas, cachimbo, fumo e derivados.</p>
<p><strong>Bebidas alcoólicas:</strong> cerveja, chope, vinho, destilados e demais bebidas com teor alcoólico.</p>
<p><strong>Bebidas açucaradas:</strong> refrigerantes, sucos industrializados, energéticos, isotônicos e outras bebidas com adição de açúcar ou edulcorantes.</p>
<p><strong>Veículos automotores:</strong> carros, motos, caminhões e demais veículos com motor de combustão. Veículos elétricos e híbridos têm tratamento diferenciado.</p>
<p><strong>Embarcações e aeronaves:</strong> sujeitas ao IS com alíquotas próprias.</p>
<p><strong>Combustíveis fósseis:</strong> gasolina, diesel, querosene e derivados de petróleo.</p>
<p><strong>Serviços de apostas e jogos:</strong> concursos de prognósticos e plataformas de fantasy sports.</p>
<p>Cada categoria terá sua alíquota definida por regulamentação específica. Além disso, os percentuais finais podem variar significativamente entre os produtos.</p>
<h2>Como o Imposto Seletivo afeta as empresas na prática</h2>
<p>O impacto varia conforme o posicionamento da empresa na cadeia produtiva.</p>
<p>Fabricantes e importadores são os contribuintes diretos do IS e precisam recolher o tributo. A questão central é: conseguem repassar integralmente esse custo ao cliente sem perder competitividade?</p>
<p>Por outro lado, distribuidores e varejistas não recolhem o IS diretamente, mas sofrem impacto porque o custo dos produtos que compram já vem embutido com o tributo. Isso pressiona as margens em toda a cadeia.</p>
<p>Além disso, empresas de bares, restaurantes e food service que trabalham com bebidas alcoólicas e açucaradas vão sentir o efeito no preço de custo dos produtos que vendem, sem necessariamente conseguir repassar tudo ao consumidor final.</p>
<p>Por isso, estudos de consultorias tributárias indicam que setores que não conseguem repassar integralmente o IS ao consumidor podem ver sua rentabilidade cair entre 10% e 15%.</p>
<h2>Imposto Seletivo e a questão da precificação</h2>
<p>Uma das decisões mais críticas para empresas nos setores impactados é a revisão da política de preços.</p>
<p>Antes de 2027, as empresas precisam simular dois cenários:</p>
<p><strong>Repasse integral ao consumidor:</strong> a alíquota do IS entra no preço de venda. O risco é queda de volume por desestímulo ao consumo, que é exatamente o objetivo do imposto.</p>
<p><strong>Absorção parcial pela empresa:</strong> parte do IS fica na margem operacional. O risco é queda de rentabilidade, que pode ser inaceitável para operações com margem já apertada.</p>
<p>Na prática, muitas empresas vão combinar as duas estratégias de forma diferente por linha de produto, por canal de venda e por perfil de cliente. Por isso, fazer essa análise sem suporte especializado é arriscado.</p>
<h2>O que o Imposto Seletivo não é</h2>
<p>Vale desfazer um equívoco comum: o IS não é cumulativo e não incide em cascata sobre toda a cadeia.</p>
<p>Ele incide sobre produção e importação. Ou seja, uma única vez, no início da cadeia. Quando o produto avança pela distribuição e pelo varejo, o IS já está embutido no custo do produto, mas não volta a incidir a cada etapa.</p>
<p>Portanto, isso diferencia o IS de tributos como o antigo ICMS, que incidia em cascata em alguns modelos de operação.</p>
<h2>Qual é o calendário do Imposto Seletivo na Reforma Tributária?</h2>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-7937 size-full" src="https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-scaled.jpg" alt="Calendário da Reforma Tributária" width="4560" height="3182" srcset="https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-scaled.jpg 4560w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-300x209.jpg 300w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-1024x715.jpg 1024w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-768x536.jpg 768w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-1536x1072.jpg 1536w, https://bhub.com/wp-content/uploads/2026/06/closeup-computer-laptop-screen-showing-calenda-with-date-month-1-2048x1429.jpg 2048w" sizes="(max-width: 4560px) 100vw, 4560px" /></p>
<p>O IS segue o cronograma geral da Reforma Tributária:</p>
<p><strong>2026:</strong> ano de testes, sem recolhimento efetivo do IS. As empresas devem usar esse período para mapear o impacto e planejar a transição.</p>
<p><strong>2027:</strong> o IS entra em vigor junto com o Split Payment e o recolhimento efetivo de CBS e IBS.</p>
<p><strong>2033:</strong> transição completa para o novo sistema, com extinção do IPI para os produtos que o IS cobre.</p>
<p>Portanto, 2026 é o último ano de preparação. Para empresas nos setores impactados, esse prazo é curto para revisar precificação, renegociar contratos com a cadeia e ajustar a estratégia comercial.</p>
<h2>O que fazer agora se sua empresa está em um setor impactado pelo Imposto Seletivo</h2>
<p>Primeiro, identifique se e como o IS vai incidir sobre seus produtos ou serviços. A incidência depende do CNAE, do tipo de produto e da posição da empresa na cadeia.</p>
<p>Em seguida, simule o impacto na margem com e sem repasse ao consumidor. Essa simulação precisa considerar o comportamento esperado da demanda frente ao aumento de preço.</p>
<p>Depois, revise contratos de longo prazo com distribuidores e varejistas. Contratos firmados antes da Reforma podem não prever o repasse do IS, o que gera conflito na cadeia.</p>
<p>Além disso, avalie o aproveitamento de créditos. Dependendo do perfil da operação, créditos de IBS e CBS podem compensar parte da carga adicional do IS.</p>
<p>Por fim, busque orientação tributária especializada. As alíquotas finais do IS ainda estão em regulamentação. Um especialista consegue acompanhar as atualizações e ajustar o planejamento conforme as definições forem publicadas.</p>
<h2>Imposto Seletivo: quem planeja agora protege sua margem em 2027</h2>
<p>O Imposto Seletivo não vai desaparecer nem ser adiado. Ele é parte estrutural da Reforma Tributária, está em vigor e tem cronograma definido.</p>
<p>Por isso, para as empresas dos setores impactados, a pergunta não é &#8220;vou ser afetado?&#8221; A resposta é sim. A pergunta certa é: quanto me afeta, em que parte da cadeia e o que faço para proteger minha margem?</p>
<p>Quanto antes essa análise acontecer, mais tempo a empresa tem para tomar decisões estratégicas sobre preços, fornecedores, mix de produtos e estrutura tributária.</p>
<p>A BHub tem equipe especializada em Consultoria de Reforma Tributária para simular o impacto real do IS e do novo sistema tributário no seu negócio e orientar o planejamento da transição.</p>
<p><a href="https://b.bhub.com/lp-site-cliente-final?utm_source=blog&amp;utm_medium=link&amp;utm_campaign=blog-bhub&amp;utm_term=bhub-blog&amp;utm_content=site" target="_blank" rel="noopener">Fale com a BHub e entenda o impacto do Imposto Seletivo antes que ele entre em vigor.</a></p>
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