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Tecnologia e diversidade: Moisés Nascimento, do Itaú, aponta conexão entre estes conceitos

Moisés Nascimento, Chief Data Officer do Itaú e painelista do Future Hub, evento que aconteceu dia 5 de outubro, trabalha há três décadas com tecnologia. Ele desenvolve aplicações transacionais e analíticas de empresas ao redor do mundo.

Passou 15 anos nos Estados Unidos, mais especificamente no Vale do Silício. Lá, se especializou em plataformas digitais centradas em clientes e dados, como arquiteto, engenheiro e executivo de tecnologia. 

Em 2018, Moisés voltou ao Brasil para contribuir com a transformação digital do maior banco da América Latina, o Itaú, e suas ações são voltadas para a diversidade, equidade e inclusão. 

Desse modo, sua descrição do LinkedIn é exatamente sobre essa relação: “Acredito no potencial de transformação das pessoas e vejo na prática como a tecnologia, diversidade e inclusão podem ajudar a reduzir gaps sociais e desigualdades, gerar mais inovação, competitividade e valor aos negócios, clientes e sociedade”. 

Desenhando produtos inclusivos 

De acordo com ele, é preciso levar a diversidade para a sala de design e de tecnologia. “Esse tipo de diversidade e inclusão modifica a forma estrutural como você produz novos produtos digitais. Como você coloca novos produtos no mercado”.   

Cm exemplo é a participação de um de seus heads de ciências de dados, um homem negro, no desenvolvimento de um algoritmo de biometria facial. Só liberaram a inovação depois de realizar um teste de viés para validar a imparcialidade do reconhecimento de rostos.

“O Itaú falar que ‘a gente faz com você’ tem muito a ver com isso. O time de produto e o time de design espelham a clientela e eles trabalham com a própria clientela para poder desenvolver o produto”, comentou. 

Importância da capacitação

Ademais, a expertise de Moisés Nascimento gira em torno também da educação tecnológica no ecossistema de inovação. “Sem capacitação, nós não estaríamos conseguindo fazer a transformação digital no Brasil. Quando a gente olha para essa capacitação de forma inclusiva, ela fica muito mais interessante”, comentou, durante o Future Hub.

Moisés sabe que, quando se fala em capacitação, muito do que precisa ser feito está no âmbito governamental. Mas ele acredita que o setor privado também tem grande responsabilidade nesse processo. Assim como na hora de promover a diversidade.

“Temos o desafio de criar uma base forte e criar um pipeline para a representatividade aumentar. E isso só vai se modificar com o tempo. As ações de hoje constroem a empresa do amanhã. Nas próximas décadas, a gente vai ver pessoas como eu não só representando minorias, mas posicionadas dentro das equipes das corporações de forma igualitária”, disse.

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