Abrir empresa no Brasil em 2026 ficou mais ágil do que era há dez anos. Por isso, cada vez mais empreendedores formalizam seus negócios com rapidez. No entanto, “mais ágil” não significa sem etapas, sem decisões estratégicas e sem riscos para quem não se prepara bem.
A burocracia reduziu e os sistemas ficaram mais digitais. Dessa forma, hoje é possível registrar um CNPJ em questão de dias. Porém, muitos empreendedores correm para formalizar sem entender as implicações de cada escolha. Como resultado, os erros aparecem: tipo societário errado, regime tributário inadequado, alvará vencido, obrigações ignoradas.
Portanto, este guia foi feito para você não cair nessas armadilhas. Veja, passo a passo, o que é preciso fazer para abrir empresa no Brasil em 2026 e o que decidir antes de iniciar o processo.
Antes de abrir empresa no Brasil: as decisões que definem tudo
Antes de preencher qualquer formulário, algumas perguntas precisam de resposta. Afinal, as escolhas feitas aqui afetam impostos, responsabilidades legais e até a capacidade de crescimento da empresa.
Qual tipo de empresa abrir?
O Brasil tem diferentes formas jurídicas, cada uma com regras específicas. A seguir, as mais comuns para novos negócios:
MEI: para faturamento anual até R$ 81.000, atividades permitidas pelo CNAE e sem sócios. É a abertura mais simples e tem tributação fixa mensal. Porém, tem limitações importantes, como não poder contratar mais de um funcionário e não ser aceito como fornecedor por algumas empresas.
Empresário Individual (EI): pessoa física que responde com o próprio patrimônio pelas dívidas do negócio. Raramente é a melhor opção.
EIRELI: foi extinta em 2021. As empresas existentes foram automaticamente convertidas para SLU.
SLU: permite ter um CNPJ com responsabilidade limitada ao capital social, sem necessidade de sócio. É uma boa opção para quem quer empreender sozinho com mais proteção patrimonial.
LTDA: a mais utilizada no Brasil. Exige pelo menos dois sócios e limita a responsabilidade de cada um à sua participação no capital social.
SAS: mais flexível em termos de governança e transferência de participações. Indicada para empresas que pretendem captar investimento ou crescer com sócios em diferentes perfis.
A escolha depende do perfil do negócio, do número de sócios, da intenção de captação de recursos e do nível de proteção patrimonial desejado.
Qual regime tributário escolher?

Essa decisão tem impacto direto no quanto a empresa vai pagar de imposto. As opções são:
Simples Nacional: regime simplificado para empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões anuais. Reúne vários impostos em uma guia única com alíquotas progressivas por faixa de receita. É vantajoso para muitos perfis, mas nem sempre é a melhor opção, especialmente para empresas de serviços com margens altas.
Lucro Presumido: para empresas com faturamento até R$ 78 milhões. O imposto incide sobre uma margem presumida de lucro definida pela Receita Federal, variando por atividade. Em alguns casos, pode ser mais vantajoso que o Simples.
Lucro Real: obrigatório para empresas acima de R$ 78 milhões ou de setores específicos, como o financeiro. Tributa o lucro efetivo e pode ser mais vantajoso quando a margem real é baixa.
A definição do regime tributário ideal precisa partir de um contador, considerando o tipo de atividade, o faturamento esperado e a estrutura de custos do negócio.
Como abrir empresa no Brasil em 2026: passo a passo
Passo 1 – Defina o CNAE da empresa
O CNAE é o código que define quais atividades sua empresa pode exercer. Por isso, escolher o CNAE errado gera problemas na emissão de notas fiscais e na obtenção de alvarás. Se a empresa atua em mais de uma atividade, todas precisam constar no cadastro.
Passo 2 – Redija o contrato social
Para LTDA e SAS, o contrato social define a estrutura da empresa: sócios, participações, objeto social, regras de entrada e saída de sócios e responsabilidades. Para SLU, existe o ato constitutivo unipessoal.
Por isso, um advogado ou contador deve redigir esse documento. Erros aqui geram conflitos societários e dificuldades em alterações futuras.
Passo 3 – Registre a empresa na Junta Comercial
O registro na Junta Comercial do estado formaliza juridicamente a existência da empresa. Atualmente, em 2026, o processo é digital na maioria dos estados, por meio do Portal Redesim, e acontece em poucos dias.
Passo 4 – Obtenha o CNPJ na Receita Federal
Após o registro na Junta Comercial, o CNPJ é gerado automaticamente via integração com a Receita Federal. Ou seja, sem ele, não há como emitir nota fiscal, abrir conta bancária empresarial ou contratar funcionários.
Passo 5 – Faça as inscrições estadual e municipal
A Inscrição Estadual é necessária para empresas que comercializam produtos e recolhem ICMS. Já a Inscrição Municipal é obrigatória para prestadores de serviço que recolhem ISS. Assim, as respectivas secretarias de fazenda emitem ambas e habilitam a empresa a emitir notas fiscais.
Passo 6 – Solicite as licenças e alvarás
A prefeitura emite o Alvará de Funcionamento e autoriza a empresa a operar no endereço declarado. Dependendo do setor, licenças adicionais podem ser exigidas: vigilância sanitária, bombeiros, Anvisa, entre outros.
Vale lembrar que iniciar as atividades sem o alvará é infração e pode resultar em multa ou interdição.
Passo 7 – Abra a conta bancária pessoa jurídica
Com o CNPJ em mãos, abra uma conta PJ. Afinal, misturar finanças pessoais e empresariais é um dos erros mais comuns de novos empreendedores e um dos mais prejudiciais para a gestão financeira e contábil.
Passo 8 – Configure as obrigações fiscais e contábeis
A partir do momento em que a empresa existe, obrigações surgem: emissão de notas fiscais, envio de declarações para a Receita Federal, escrituração contábil e recolhimento de impostos mensais, entre outras.
Por isso, contar com um contador desde o início é o que separa uma abertura bem feita de uma abertura que vai gerar problemas nos próximos meses.
Os erros mais comuns de quem abre empresa no Brasil sem orientação

Escolher o tipo societário errado e precisar de alteração contratual cara depois.
Optar pelo regime tributário sem simulação e pagar mais imposto do que deveria.
Iniciar as atividades antes de ter alvará e nota fiscal configurada.
Misturar conta pessoal com conta da empresa.
Não registrar colaboradores corretamente no eSocial desde o primeiro funcionário.
Em todos esses casos, o custo do erro supera em muito o custo de uma orientação especializada desde o início.
Abrir empresa no Brasil do jeito certo desde o início
Abrir empresa no Brasil em 2026 é mais ágil do que era antes, mas ainda exige decisões estratégicas com impacto de longo prazo. Tipo societário, regime tributário, CNAE e licenças não são formalidades: são a base sobre a qual o negócio vai operar.
Portanto, fazer isso corretamente desde o início poupa tempo, dinheiro e dor de cabeça.
A BHub realiza a abertura de empresas de forma completa: do contrato social à inscrição municipal, com orientação sobre regime tributário e configuração das obrigações fiscais desde o primeiro dia.